quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Sobre voltar

"A menina falante que senta na quarta carteira da primeira fileira da sala de aula.Usa óculos desde os 6 anos,e adora cozinhar." O "u" do meu teclado não está funcionando. :( e por algum estranho motivo o chrome não me deixava postar,ou seja,me perdi um pouco... Minha intenção era escrever sobre o voltar a escrever.Acho que estou voltando para me lembrar como é ter paixão por algo,não que escrever tenha sido uma paixão no sentido mais grandioso da palavra,mas porque sempre esperei algo da escrita,e vejo nela revelações maiores sobre a natureza dos momentos que estamos passando.Escrevo para me lembrar que quero que esse seja um momento de transição para mim.Por hoje não quero ter a obrigação de despejar tudo (ainda mais tendo que copiar e colar o u). O movimento que quero fazer não é de ruptura com o passado,pois se fosse,seria mais simples fechar o blog..mas sim de conciliação.Não sou mais a mesma da descrição lá em cima,e francamente não tenho a menor ideia de para que lugar estou indo,mas este é um dos passos que estou tomando para ir a algum lugar no banco da frente.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Não me lembro bem em qual fase da vida escrevi mais.Acho que alí pelos 13,14 anos.Parei pelo mesmo motivo que paro boa parte das coisas que faço,porque outros faziam,e faziam bem melhor. Também não quis,como os outros,dizer que minha motivação para escrever era por pra fora meus tormentos internos,que a escrita fluía livremente,verdades jogadas pra fora.Bom,se é que alguém escreve com tão pouco esforço,e só "joga verdades pra fora" esse alguém tem que ser testado em laboratório,porque escrever é tão sofrido,e não sou eu que disse isso não,foi Tolstói,e o homem sabia das coisas.O outro suposto propósito para escrever também nunca funcionou pra mim,eu até queria,sabe? liberar meus tormentos,mas eu acho que é impossível,é uma coisa enraizada,e se você tira uma raíz pode ser que nunca mais consiga plantar nada mesmo. Ficou bem claro o que me levou a parar de escrever,mas não ficou claro o que me levou a escrever agora.Não sei se é uma necessidade...se você quer mesmo saber,cozinhar,ir ao cinema,ver o mar,ler um livro num lugar escondido e confortável,por mais batidas que sejam essas atividades sempre me salvaram a pele muito mais que escrever.Mas escrever dura tanto,né? escrevemos para tão além do agora,a gente escreve pra bater a porta das coisas e voltar depois pra ver o que estava lá.Eu tenho muito escrito guardado,mas nenhum deles revela muito sobre como eu realmente me sentia,difícil demais segurar um pensamento pra algemá-lo no papel,fica tudo aqui,circulando. Não estou falando nada do que está circulando,e nem você está se perguntando o que está circulando,ou está?

sábado, 29 de maio de 2010

Retrato



Não entendo porquê,mas sempre tenho ideias e pensamentos reflexivos quando entro em contato com água,tipo lavar a louça e tomar banho,eu sei isso é inútil pra os leitores de um blog,mas é que de uns tempos pra cá,desisti um pouco das minhas ideias,aqui mesmo,tenho uns 5 posts que poderiam ser feitos e deixei de lado,fico pensando "ah,não vou saber desenvolver mesmo,esquece",esse desânimo tem atrapalhado minha vida,ando deixando de lado um monte de coisas que adoro fazer e substituindo por outras que são só questão de sobrevivência tipo dormir e comer.Dormir sempre foi meu jeito de escapar,mas ando criando uma relação de dependencia com o sono,tô sempre cansada,e não é um cansaço saudável é mais como se eu tivesse conhecido a bruxa da Bela Adormecida e ela tivesse jogado uma maldição em mim.
Tá mas tudo isso não tem nada a ver com o post,ou tem...
A minha ex-psicologa já falou mas eu já achava isso óbvio.Eu me odeio.A primeira reação que as pessoas tem quando eu falo isso é,"ai que horror" "não diga isso" e a temível "se você não se gostar quem vai gostar de você?" essa última me dá raiva pq tem toda uma vibe "O segredo",aquela merda de lei da atração.

Mas o que eu queria mesmo dizer,é que nesse tempo todo em que eu me odeio,eu busquei sempre agradar os outros,o objetivo era ir contra a última afirmação,era fazer com que a opinião deles sobre mim,fosse a melhor possível,mas recentemente eu percebi que essa coisa de valorizar o outro demais,sobe a cabeça as vezes,na nossa gentileza a gente vira aqueles animaizinhos que roçam na perna das visitas,mas que levam um chute em resposta...

E houve um consenso,quase ninguém gosta de mim de primeira(segundo eles,depois percebem que eu sou totalmete diferente do q aparento),principalmente os meninos,isso me deixou irritada,eu não sabia se era aparência,jeito de falar,alguma atitude...morri quando me disseram que me achavam cabeça fechada,tô até agora tentando ser a pessoa mais divertida do mundo perto de quem acha isso de mim,e nesse esforço todo de agradar os outros de ser exatamente o contrário do que eles me acusaram de ser,eu tive que virar uma agente secreta,falei mal de quem os meus amigos não gostavam,mesmo quando eu não tinha nada contra aquelas pessoas,me culpei por todos os erros míseros que cometi,tipo contar piadas sem graça,ou não prestar atenção o suficiente em afirmações bobas,enquanto aqueles que eu coloquei num pedestal nunca estavam lá para ouvir meus problemas,os que tentavam me agradar eram cruelmente massacrados pela minha distância,porque apesar de dizer que queria que as pessoas gostassem de mim,ao mesmo tempo eu pensava,como elas podem gostar de mim?
E aí eu lembrei daqueles retratos antigos de figuras da Corte,em que eles eram retratados como lindos e imponentes,deuses.Num tempo sem plásticas os artistas se encarregavam de criar uma nova imagem para o rei,ou rainha em questão,mas de que vale isso tudo,se no fim o rei continua tendo que se olhar no espelho todo dia,colocar o retrato do lado e ver que não é nem um pouco parecido com o que esperava?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Um papo sobre o tudo,que é nada.


Eu queria ressucitar esse blog,e até escrevi um texto sobre o diabo e tal,mas a minha mãe e a Jully(www.minhavojadizia.blogspot.com) iniciaram um debate sobre o livre arbítrio e eu me desencorajei a falar de tudo isso.Esse tema surgiu da leitura de "Entrevista com o vampiro" que é um livro muito bom pra entender mais de humanidade e mortalidade e menos sobre misticismo.Esse ano tive a sorte de só ter lido ótimos livros,mas acho que é porque depois de um tempo a gente fica mais consciente das escolhas literárias que faz,e se o autor for desconhecido leio pelo menos um capítulo do livro pra ter certeza porque hoje em dia livros são caros,mas nesse quesito também tive sorte porque comprei dois livros ótimos num sebo em São Paulo e os dois saíram por 4,00 reais!O preço tava ótimo mas eu tive pouco tempo de garimpar entre os livros escolares e judiciais,espero ir lá de novo.
Mas a minha última aquisição foi "Flávia,cabeça,tronco e membros" que eu pensava ser um livro bom(porque é do Millôr)mas ainda assim não estava tãaaaao confiante de que eu fosse me identificar horrores,mas eis que eu me surpreendi,é uma peça sobre uma garota de 17 anos que é sedutora,encantadora,persuasiva e inteligente,mas essa inteligência e persuasão toda são usadas para tirar do caminho quem ela quiser,meio presença de Anita,sabe?Também estou esperando outros dois livros,"O vampiro Lestat",porque não me contentei com o final de "Entrevista com o vampiro"(odeio livro ou filme,que termina como se tudo tivesse sido um sonho.Parece que deu uma preguiça no autor/diretor e ele simplesmente não viu nenhuma outra forma de terminar a história),pô Anne Rice,até entendo que você precisa dar uma abertura para as continuações da história mas para um livro tão bom,ficou tosco,viu?
Também tô esperando "Filha,mãe,avó e puta" que é o livro da Gabriela Leite que luta pelos direitos das prostitutas brasileiras.Acho isso legal demais porque tem prostituta que têm prazer na profissão(com o perdão do trocadilho) e que simplesmente entendem isso como um trabalho,uma opção.
Bom,outro assunto que eu queria trabalhar aqui era sobre sonhos,acho bonitinho esse negócio de sonhos e realizações,mas eu encaro as coisas que eu quero como desejos,se não rolar vou fazer o quê?
Tem um mangá(que coisa vintage) chamado Love Hina onde o sonho da galera é ir para a Toudai,que é uma Universidade super conceituada,só que uma das meninas quer ir pra lá para encontrar com seu amor/amigo de infância ,acontece que o cara vai morar na mesma "república" que ela e ela não o reconhece,ou seja,em toda essa coisa de buscar pelo sonho de reencontrá-lo e tal,eles ficam cegos e não se reconhecem,quer coisa pior?
Por mais que eu queira viajar,escrever,cozinhar,morar sozinha,fazer o curso de Ciências Sociais e criar uma escola de educação continuada,sei lá,no morro Santa Marta,não quero ficar cega,sabe?Sem saber muito bem enxergar as possibilidades que estiverem por perto,se for pra fazer o curso de História,Filosofia ou Serviço Social também faria numa boa,se for para cozinhar na casa da minha mãe no almoço de domingo também faço e se for para divulgar OnG´s também faço,não há nada como a realização,mas também não há nada como o alívio de construir suas próprias possibilidades.


Pra quem ainda visita isso aqui,um beijo.

ps:pensa numa foto velha...bom nem tem photoshop nela,eu tirei por trás do vidro da porta.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Blue Does




Quem me conhece sabe,



Eu AMO Blue October

Tem coisas que mudam nossa vida,de uma maneira boa ou ruim,e tem coisas que se adaptam a nossa vida seja ela boa ou ruim.Blue October é a banda que mais se adapta a todos os meus problemas psicológicos e amorosos,e que ainda consegue me teletransportar dessa realidade estressante que é o Ensino Médio.Não tem a ver com diversão(não só),tem a ver com uma necessidade fisica de ouvi-los todo dia,no começo era mais pra prestar atenção nas letras (sempre muuito boas),agora é porque depois de ouvir a música(e gostar),entender a letra(e gostar),eu também posso saber da inspiração.No canal deles no YouTube eles divulgam uns vídeo/documentário sobre cada canção,e é tipo muito legal saber que nada é por acaso,nada é só pra vender.

Por exemplo,a música do título "Blue Does",antes de ser uma das músicas do novo cd (approaching normal)é a canção de ninar da filha do vocalista,ele cantava pra ela toda noite e precisava de mais uma música no cd,chegou com essa.Ele diz que quando a filha vai nos shows ela sempre reconhece essa música.






Então,a banda surgiu no Texas(em Houston),em 1996,e já tem alguns cds bacanérrimos tipo:




















Eu conheço alguma música de cada cd,mas a preferência mesmo é pelos 3 últimos.



Meu aniversário está chegando,viu?









ps=eu vou reformular esse post,uma banda tão boa,não pode ter um post tão ruim quanto esse.

sábado, 29 de agosto de 2009

Toca Raul


“Quero dizer agora o oposto do que eu disse antes Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”


Ainda em tempo,vim falar do Raul! Porque nesse ano estamos completando 20 anos “sem” Raul Seixas...

Quando eu era criança,estava falando com minha mãe e minha irmã sobre o Raul (as músicas que eu mais gostava dele eram “Eu nasci há 10 mil anos atrás” e “cowboy fora da lei”) em algum ponto da conversa,minha irmã falou sobre a morte dele e eu olhei para ela e falei “como assim ele morreu?”.
Eu simplesmente não sabia,(e ela me zuou bastante por isso),e muito menos queria acreditar,não iam ter outras músicas?e aquelas letras malucas? Outros que eu demorei para saber que estavam mortos?Renato Russo e Cazuza quando a ficha caiu,não havia nem resquicios dos ossos desses caras no caixão.
Aqui em casa temos um CD duplo do Raul,um com as musiquinhas mais comportadas do “Raulzito e os Panteras” e as mais loucas da carreira solo....
Diante disso aqui estão as minhas favoritas,não especificamente em ordem.
Raul seixas já colocou sua essência e sua história em suas músicas,eu não tentaria fazer o mesmo com minha escrita,então ouçam aí!

1-Brincadeira(essa música me deixa muito calma,e a letra é tão linda!)
2-Gita(essa música tem uma versão em inglês e outra em português,mas a em português prega mais na cabeça)
3-Check up(a letra é bem pequena,mas essa música foi censurada,é super divertida...mas não mais divertida que a próxima...)
4-Não quero mais andar na contramão(essa música é funfunfun)
5-Ouro de Tolo(a favorita da minha irmã)
6-Como vovó já dizia(quem não tem colírio usa óculos escuros...)
7-Medo da chuva(eu perdi,eu perdi o meu medo da chuva...)
8-Maluco Beleza(virou hino do Raul)
9-Cowboy fora da lei(entrar pra história é com vocês,adoro cantar essa música,e conta uma ótima história)
10-Menina de Amaralina(comportadinha...)
11-Metrô linha 743(tem uma letra loucaaa)
12-Metamorfose ambulante(outro hino)

"Ninguém morre,as pessoas despertam do sonho da vida"

domingo, 16 de agosto de 2009

Choose your character



“O homem tem tantos eus quantos são os indivíduos que o reconhecem”.

Porque será que em diferentes situações nos comportamos como pessoas diferentes?E quando isso acontece nos tornamos falsos, e infiéis a imagem que queremos passar?Essa imagem muda?

Raul Seixas já dizia “Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante”, os tempos mudam e a adaptação tem que acontecer.
Agimos diferente com diferentes pessoas, para que possamos ser aceitos, mas então quem somos?
Existem traços de identidade que não mudam como aqueles de infância, coisas que nossos pais nos passam.
Comigo isso é claro, a maioria dos meus amigos sabe que eu tenho dificuldade de deixar de comer uma refeição inteira, mesmo que ela esteja ruim, isso acontece comigo não por uma questão de desperdício de comida, mas por um ensinamento dos meus pais. Uma vez eu pedi algo pra comer, por gula, não agüentei, meus pais se sentaram do meu lado e disseram que já que eu tinha pedido, agora teria de comer, e eu nunca mais esqueci.
O DNA favorece comportamentos, mas não determina quem você é,ou seja você tem total autonomia de se tornar quem quiser. “Os genes não restringem a liberdade humana eles a possibilitam”. Matt Ridley.
Acontece que se os seus genes são predispostos a violência, por exemplo, e você crescer em um ambiente violento, as chances de sua personalidade ser determinada por isso,e esses genes se manifestarem,é bem mais possível.Além disso,as amizades também influenciam,então é sempre bom ter amigos completamente diferentes,para que esse mecanismo de adaptação fique mais forte em nós.Mais do que isso estamos sempre interessados em ganhar aprovação e proteção do mesmo sexo,e atrair o oposto(claro que existem variações se você é gay,por exemplo,mas aqui estou falando de adaptação e reprodução).Uma pesquisa da Universidade de Minnesota descobriu que gêmeos idênticos são mais parecidos quando criados em ambientes separados,meu palpite é que quando dois irmãos gêmeos vivem no mesmo ambiente,eles sentem que precisam ser diferentes um do outro para que possam formar sua própria identidade e ser lembrados por ela.Uma coisa eu falo pros meus amigos,cada um deles formou um pedaço da minha personalidade,e eu definitivamente ajo diferente com cada um.

Talvez seja exatamente assim que a personalidade se forma numa mistura de cicatrizes, de coisas que marcaram sua vida, porque ou você se identifica, ou você renega.
Essa semana assisti Im not there(cinebiografia inspirada na vida do cantor e compositor Bob Dylan)o filme é meio cansativo,mas tem ótimos trechos,e o aspecto mais genial é que como cada personagem compõe uma faceta de Bob Dylan,nenhum deles tem o nome do cantor,eles são pessoas diversas,com personalidades e ocupações completamente diferentes.Já no Saia Justa,ao mostrarem blogs de diferentes mulheres(anônimas)que traem seus maridos,foi abordado o quanto essa mudança de personalidade na internet,é um escape pra o stress,do que se espera de nós.
Por fim,Simone de Beauvoir(minha mãe ideológica)disse que nós mulheres,não nascemos mulheres,nos tornamos ao longo da vida e da demanda.Aprendemos como devemos e não devemos nos comportar,muito coisa é exigida e esperada de nós.E você,leitor,não se preocupe.Im just playin me.